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Rodrigo Pacheco sobre reforma tributária: “O jogo só acaba quando termina”



Entrevistado desta semana do programa Roda Viva, da TV Cultura, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) disse confiar ainda na aprovação da reforma tributária. A PEC 110, que propõe uma reforma com a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que seria cobrado de forma dual (estados e municípios teriam um Imposto sobre Bens e Serviços – IBS – e a União uma Contribuição sobre Bens e Serviços – CBS), está em tramitação no Senado e pode entrar na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) esta semana. Sua tramitação, no entanto, já foi adiada várias vezes desde o início do ano.


“O jogo só acaba quando termina”, disse Pacheco, ao justificar sua crença de que ela poderá avançar. Segundo o presidente do Senado, uma reforma tributária tem maiores dificuldades porque ela não produz convergências, ao contrário de outras propostas, mas divergências. União, estados, municípios, entes públicos e privados divergem quanto à forma da cobrança, o que dificulta o seu avanço, considera Pacheco.


Pacheco diferenciou a PEC 110 de propostas pontuais de modificação tributária, como o projeto que altera o Imposto de Renda, que também tramita no Senado, tendo como relator o senador Angelo Coronel (PSB-BA).


“A reforma em que acredito é a que está materializada na PEC 110, sob a relatoria do senador Roberto Rocha [PTB-MA]. Essa, sim, simplifica, desburocratiza, dá uma clareza para os investimentos inclusive internacionais, num sistema tributário que seja hígido, transparente””, disse ele.


“Eu acredito na aprovação dela no Senado e no amadurecimento também da sua tramitação na Câmara dos Deputados”, afirmou Rodrigo Pacheco.


Fonte: Congresso em Foco

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