• Assessoria de Imprensa

PIB do Paraná tem crescimento de 4,6%



Conforme índice calculado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social - Ipardes -, o PIB do Paraná cresceu de 4,6% de janeiro a setembro de 2013, em comparação com igual período do ano passado. No mesmo período, conforme dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas -, a variação foi de 2,4%.


Para o Governador Beto Richa, "o Paraná vive um momento histórico, com grandes investimentos industriais e criação de milhares de novos empregos em todos os setores. Aliado a isso, o agronegócio, que é o motor da nossa economia, demonstra toda a sua capacidade, batendo recorde de produção. O bom ambiente de negócios contribuiu para puxar a taxa paranaense. O Governador o índice do PIB durante reunião com membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Paraná - Cedes.


Na avaliação do Deputado Federal e ex-Secretário da Fazenda do Estado, Luiz Carlos Hauly, mesmo neste momento de conjuntura econômica adversa, o setor diversificado setor produtivo do Paraná mostra a sua força e o seu potencial de desenvolvimento. "A oferta de segurança jurídica, diálogo permanente, condições oferecidas por meio do Paraná Competitivo, incentivos às cadeias produtivas e as pequenas empresas criou no Paraná um ambiente favorável aos negócios e muitos frutos ainda virão", prevê Hauly.

O economista Francisco José Gouveia de Castro, do Ipardes, confirma que a maior intensidade de crescimento da economia paranaense em relação à média brasileira pode ser atribuída à forte recuperação da renda do agronegócio, a vitalidade do mercado de trabalho e à produção industrial. SETORES - Na agricultura, os preços internacionais favoreceram o setor. Além disso, o Estado colheu uma safra recorde de verão em 2013. Foram colhidas mais de 23 milhões de toneladas - 31% maior que a do ano anterior.

Na indústria, a produção do Estado, medida pela Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do IBGE, cresceu 4% entre janeiro e setembro de 2013 sobre o mesmo período de 2012. No País, o índice ficou positivo em 1,6%.

Três segmentos industriais apresentaram crescimento destacado no Paraná, puxados pelos bons resultados da agropecuária. A fabricação de veículos teve alta de 15,5% - especialmente pela maior produção de caminhões. No ramo de máquinas e equipamentos a alta foi de 15,1%, enquanto a área de produtos químicos teve acréscimo de 14,2%.

No comércio, o faturamento real (com dedução da inflação) do varejo no Paraná registrou ampliação de 6,8%, entre janeiro e setembro de 2013. Neste setor, o aumento das vendas de combustíveis (11%) e veículos (8,8%) foi influenciado pelo aumento da renda no campo. Em razão do aquecimento do emprego e da renda dos paranaenses, houve altas expressivas no comércio de produtos farmacêuticos e de perfumaria (10,5%), artigos de utilização doméstica (10,1%), eletrodomésticos (9,4%), livros, jornais e revistas (8,2%) e material de construção (7,5%).

EMPREGO – De acordo com o IBGE, o efetivo de mão de obra da indústria do Paraná cresceu por 41 meses sem interrupção, entre março de 2010 e julho de 2013. Mesmo com os declínios de constatados em agosto e setembro, o emprego fabril paranaense ficou posito em 0,5% no ano.

Além disso, as estatísticas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que o Paraná foi o terceiro maior gerador de ocupações com carteira assinada no País janeiro e outubro de 2013, respondendo por 8,6% das vagas líquidas abertas, ficando atrás somente de São Paulo (29,8%) e Minas Gerais (10,2%).

“É igualmente fácil notar um pronunciado componente de interiorização nos fluxos incrementais do fator trabalho no Estado, retratado na participação de 92,1% do interior no volume de postos formais criados no setor industrial - que exibe remunerações em média 40% superiores aos demais setores”, analisa o economista do Ipardes.

Segundo ele, desde 2011 a contribuição dos municípios do interior no emprego industrial foi de 82%, contra 67,8% no intervalo 2003-2010. “Ressalte-se que o acréscimo do pessoal ocupado com carteira assinada na indústria no interior vem acontecendo sem a perda de embalo da Região Metropolitana de Curitiba, tem a menor taxa de desemprego do País”, afirma Gouveia de Castro.

2014 - Para o economista Francisco José Gouveia de Castro, o Paraná deve manter a boa performance em 2014 com base na recuperação da produção e rentabilidade do agronegócio; maturação da carteira de mais de R$ 26 bilhões de empreendimentos do programa Paraná Competitivo; e impulsão dos investimentos em obras de infraestrutura.

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