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Paraná negocia empréstimos de R$ 1,7 bilhão



O governo do Paraná negocia a contratação de cinco empréstimos nacionais e internacionais que chegam a R$ 1,7 bilhão e devem ser aplicados em diversas áreas ao longo dos próximos três anos, como infraestrutura, assistência social, saúde e segurança pública. A decisão é a primeira grande ruptura na política econômica entre as gestões Beto Richa (PSDB) e Roberto Requião (PMDB). Se concretizados, os acordos vão injetar no caixa estadual mais que o dobro dos cerca de R$ 800 milhões em investimentos previstos no orçamento do estado para 2012. A negociação mais cara está sendo tratada com o Banco Mundial (Bird) e envolve US$ 350 milhões. Também está em andamento um empréstimo de US$ 300 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Juntos, os dois contratos somam R$ 1,125 bilhão, segundo a cotação do dólar de sexta-feira (R$ 1,73). Os outros três acordos estão sendo feitos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O primeiro é de R$ 300 milhões e será utilizado na construção do metrô de Curitiba. Os dois menores são de R$ 157 milhões e R$ 123 milhões. O primeiro será investido em segurança pública e modernização da máquina administrativa. O segundo será repassado ao Clube Atlético Paranaense, por meio da Agência de Fomento, para a conclusão das obras da Arena da Baixada, estádio que receberá jogos da Copa do Mundo de 2014. Negociação As conversas com os três bancos têm sido tratadas desde o começo do ano pelos secretários estaduais Luiz Carlos Hauly (Fazenda) e Cassio Taniguchi (Planejamento). Segundo Hauly, os empréstimos foram projetados a partir dos números estabelecidos pelo Programa de Ajuste Fiscal (PAF), negociado durante o primeiro semestre com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN). As condições de taxas e prazos ainda não foram estabelecidas. “Serão empréstimos guarda-chuva que vão alimentar os programas de investimento do estado nos próximos três anos, com possibilidade de ampliação de novos valores a partir da melhora do desempenho da capacidade de endividamento do Paraná”, define Hauly. O PAF estabeleceu ao estado uma capacidade de endividamento de R$ 1,5 bilhão, dos quais R$ 1,27 bilhão serão preenchidos – os recursos do BNDES para o metrô e para a Arena da Baixada são extra-limite. Na estratégia do governo estadual, os empréstimos compõem uma parte do esforço fiscal para ampliar os recursos destinados para investimentos no Paraná. Hauly também cita ações para melhorar a arrecadação e para pleitear a mudança do índice de correção das dívidas dos estados junto à União. Os R$ 800 milhões em investimentos previstos para 2012 correspondem a apenas 5% da receita líquida do estado. “É uma porcentagem muito baixa. No governo Alvaro Dias [1986-1990], chegamos a 22%. Nossa meta agora é atingirmos pelo menos 10%, fora os empréstimos”, diz o secretário da Fazenda. Taniguchi considera que os empréstimos são fundamentais para fortalecer os investimentos do estado. Os US$ 300 milhões do Bird, por exemplo, serão distribuídos entre oito programas, que incluem projetos para a modernização institucional do estado, manutenção de estradas e investimentos na saúde da mulher. “Um projeto que simboliza bem o que planejamos é o pró-territórios, que vai atender aqueles 127 municípios paranaenses com o IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] abaixo da média”, diz o secretário de Planejamento.


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