• Assessoria de Imprensa

Deputado Hauly contesta ministro Mantega


Durante audiência púbica das comissões de Fiscalização Financeira e Controle; e de Finanças e Tributação da Câmara Federal, o Deputado Federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), fez duras criticas ao ministro Guido Mantega, pela forma como ele tem conduzido a política econômica do País.


No caso da Petrobras, Hauly denunciou que, por conta dos desmandos praticados pelos dirigentes da companhia de petróleo, os acionistas estão tendo um prejuízo enorme. "A culpa por tudo o que está ocorrendo na Petrobras é do Governo, dos dirigentes da empresa e de ninguém mais", afirmou o parlamentar.


Economista e ex-Secretário das Finanças do Paraná em duas oportunidades, Hauly, citando declarações do ministro Mercadante, chefe da Casa Civil, afirmou que o Governo está, sim, represando a alta de produtos e tarifas para, de forma artificial, conter a inflação neste período que antecede a eleição. "Depois da eleição, não há dúvidas, tudo será liberado com possibilidade de alta significativa em todos os setores", alertou.


O parlamentar paranaense acusou o ministro Mantega de promover uma política de esmagamento financeiro de Estados e Municípios, artimanha para o Governo manter sob controle tanto os Governadores como os Prefeitos. "As transferências da União para Estados e Municípios entre 2012 e 2013 foram as mais baixas da história deste País. No caso do Paraná, foram 2% nominal em 2013 e 1,26% em 2012, num enorme prejuízo", denunciou.


Dentro desta política de esmagamento dos outros entes da Federação, Hauly criticou o Governo Federal por também não renegociar as dívidas de Estados e Municípios, os quais pagam juros absurdos ao Governo Federal. "Somado o corte nas receitas e os altos juros das dívidas de Estados e Municípios, isto compromete fortemente a Federação. O Governo empurrou os governadores para um endividamento de 183% a partir de 2010, exemplificou.


O parlamentar paranaense lembrou que, somente com as desonerações concedidas pela União, no período de 2008 a 2012, o prejuízo dos Estados e Municípios, conforme relatório do Tribunal de Contas, aponta perdas de R$ 191 bilhões, sem contabilizar 2013. "Entrei com projeto de lei para que Estados e Municípios sejam ressarcidos por estas perdas", anunciou.

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